PLANO DE ATIVIDADES

PLANO DE ATIVIDADES 2021

Associação Colectivo249 

(NIPC: 514999896)

• Introdução – “De onde, para onde?”  

Nos termos da Lei, dos seus Estatutos e Regulamento Interno, vem a direção da associação Colectivo249, apresentar o seu plano de actividades para o ano 2021. 

Este documento tem como objetivo reportar, o mais fielmente possível, as diversas propostas de ação definidas para concretizar os nossos objetivos estratégicos, para responder às necessidades da associação, dos seus membros associados e da comunidade que servimos. 

A associação Colectivo249, como organização, tem crescido e procurado desenvolver o rigor que quer que a caracterize internamente e externamente, através do esforço dos seus membros associados, para aprender a responder às necessidades do sistema e que uma organização com as nossas características exige. 

Durante o ano de actividade de 2020, procurámos superar os desafios que nos têm sido impostos para levar avante os nossos objetivos, aprendemos a agir segundo a lei, dinâmicas institucionais e culturais, tomando forma nos seguintes feitos:

  • Elegemos novos órgãos de gestão (Direcção, Mesa da Assembleia Geral e Conselho Fiscal) a 29 de Fevereiro de 2020; 
  • Desde Fevereiro de 2020, encontramo-nos incubados na Start-Up de Torres Novas, recebendo apoio para a capacitação e desenvolvimento enquanto associação;
  • Mantivemos uma gestão financeira responsável articulando com o nosso técnico oficial de contas (Carlos Antunes) e a StartUp Torres Novas; 
  • Criamos um site para dar a conhecer a nossa associação, bem como o trabalho executado por ela: Site – Colectivo249; 
  • Capacitação interna da direcção, através de acções de formação específicas; 
  • Contacto com parceiros institucionais (e.g MMCR);
  • Criação de rede de aprendizagem e comunicação informal, com parceiros associativos locais e nacionais;
  • Criação de uma metodologia própria de criação de projetos, culminando mesmo com a apresentação de um projecto ao município de Torres Novas (Monda Sonora – Pesquisa Sonora do Rio Almonda).

Após criarmos uma base estrutural estável e tendo em conta o cenário atual desafiante, recusamo-nos a baixar os braços e a diminuir a nossa atividade associativa. Pelo contrário, perante a situação atual, sabemos que somos mais necessários do que nunca para suprimir as necessidades culturais dos nossos membros associados e da comunidade, aliando o nosso conhecimento e experiência com a vontade da população. Assumimos o ano de atividade de 2021 como um ano para “fazer acontecer”! 

Hoje e sempre, somos um colectivo que se pauta por valores humanitários de respeito, igualdade e justiça, através de processos colaborativos, recíprocos e participativos.

  • Plano de atividades para 2021

Para cumprir os objetivos, com que nos comprometemos no artigo 2º do nosso regulamento interno, temos como intenção: 

– Fazer os esforços para criar uma plataforma de apoio à emergência de novos artistas que doutra forma não têm a possibilidade de criar e apresentar os seus trabalhos. Potenciando e valorizando os artistas locais (“frutos da terra”); 

– Formar e integrar novos públicos e novas práticas artísticas, envolvendo e desenvolvendo os vários níveis dos sistemas locais, numa perspetiva de usufruição e criação conjunta. 

– Oferecermos a possibilidade de desenvolvimento e capacitação dos artistas associados e da comunidade envolvente; 

– Um ponto de confluência de artistas locais, criando uma rede local de suporte em parceria com outras coletividades e associações culturais locais.

Para concretizar estas intenções definimos para o ano 2021, 7 objetivos de acção:

  • Sustentabilidade e capacitação associativa; 
  • Lançar uma plataforma de comunicação física (Revista – Pasquim)
  • 2ª edição do Festival Pó Suspenso
  • Concretizar o projecto Monda Sonora – Pesquisa Sonora do Rio Almonda
  • Participação em contexto académico através do PNA
  • Formação da comunidade através de um Ciclo de Oficinas Artísticas
  • Uma ação regular de mostra de artistas associados – “Frutos da Terra”;

Orientamos estes objetivos para à prática no formato de atividades pontuais, regulares e projetos. Práticas que se querem enquadradas na concretização dos 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (Agenda 2030 da ONU), da comunidade Torrejana.

  • Sustentabilidade e capacitação associativa; 
  • Sede;

Desde de antes da nossa constituição enquanto associação (10 de Julho de 2018), temos constatado que para conseguirmos desenvolver um trabalho mais eficiente e com qualidade, com os nossos membros associados e comunidade, tem sido necessário um espaço físico para: 

– Armazenamento de material técnico;

– Armazenamento de criações do Colectivo249 (acervo);

– Espaço de criação (Atelier);

– Espaço de encontro com os membros associados do Colectivo249;

– Espaço de encontro com os parceiros locais e nacionais;

– Espaço de trabalho com a comunidade envolvente;

– Espaço de apresentação de criações coletivas, artistas associados e convidados. 

Sem este espaço, o nosso trabalho, apenas se continuará a desenvolver-se graças ao “abrigo” de outras associações como Clube de Campismo Torrejano, Associação de Defesa do Património de Torres Novas e em espaços comerciais. Pretendemos desta forma reforçar junto do município esta necessidade (após o envio de uma solicitação a 11 de Fevereiro de 2019, ainda sem resposta) através do mecanismo existente de apoio ao associativismo do município de Torres Novas para a utilização de um espaço municipal, como sede da nossa associação. Porque só assim conseguimos manter uma metodologia de trabalho sistemática por parte do Colectivo249, para servir os interesses dos nossos associados e da comunidade Torrejana. 

  • Conhecimento para o associativismo; 

Queremos fazer mais e melhor dentro da nossa associação, e só com o conhecimento adequado é que é possível fazer bem, desta forma iremos continuar a apoiar os membros associados dos órgãos sociais do Colectivo249, no seu desenvolvimento de conhecimento associativo, apoiando com parte das ajudas de custo (Deslocação, Alimentação) e custos de formação. 

  • Fundamentação e Validação Científica de Impacto para a Transformação Social e Desenvolvimento Comunitário

Pretendemos crescer também para fora de portas na nossa comunidade. Para tal, pretendemos validar a nossa intervenção com base na evidência científica e em projetos com objetivos semelhantes, estabelecidos e com impacto reconhecido. Desta forma, contamos com o apoio do nosso membro associado Ilpo Lalli, e através do seu trabalho de pesquisa que tem desenvolvido na sua investigação no Mestrado Integrado em Psicologia na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. (Partilha e Criação, gera Transformação? – As Dinâmicas da reciprocidade no desenvolvimento cultural dos territórios periféricos (nome provisório))

  • Integração de novos membros associados 

Integrar novos membros associados, com o objectivo de aumentar o potencial de acção associativa e transformação social na comunidade de Torres Novas. 

  • Sustentabilidade financeira; 

Outro factor que será fundamental para a nossa sustentabilidade enquanto associação será a dimensão financeira que aprofundaremos no plano orçamental. 

  • Lançamento de uma plataforma de comunicação física – “Revista/Jornal – Pasquim”

O presente projecto pretende materializar-se numa publicação (física e possivelmente digital) esporádica com a chancela do Colectivo249, dando espaço a entidades singulares e/ou coletivas, para exporem as suas ideias e criações de diferentes naturezas, sem barreiras – ideológicas e institucionais, sendo que os conteúdos devem respeitar os valores que pautam a ação do Colectivo249: acima de tudo humanistas.  

A primeira edição será lançada em Janeiro do ano de 2021. 

  • 2ª edição do “Festival Pó Suspenso”; 

Mais do que nunca, devido às actuais calamidades pelas quais o mundo está a passar, não apenas a pandemia de covid-19, mas também problemas mais antigos como a exponencial degradação ecológica e outras naturais, sociais e naturalmente sociais, a cultura urge apresentar-se como um farol entre o nevoeiro. Caminhar por entre esta bruma apenas se torna possível com a união entre os vários agentes promotores e divulgadores cujo o afã individual se prende a essa diligência. É nesse sentido, enquanto elemento mediador e unificador, mas também criador, que o Colectivo249 pretende criar eventos que venham juntar ações individuais que, na sua raiz e missão, são essencialmente colectivas. 

Em 2018, o Colectivo249 organizou o primeiro festival “Pó Suspenso”, que teve lugar na antiga Central Hidroeléctrica do Caldeirão. A primeira edição deste festival foi uma actividade que se apresentou como “trans-temporal” (elementos contemporâneos em espaço com história e histórias) e multidisciplinar, contou com performances, exposições, concertos, palestras, workshops (fotos e mais info aqui: https://colectivo249.com/2020/06/11/po-suspenso/). Nesse ano, devido à nossa tenra idade, os elementos que compuseram a sinfonia que ali se tocou foram apenas do nosso círculo de amigos e conforto. No entanto, sentimos que ficámos apenas por um primeiro movimento simples, almejando-se uma partitura mais completa e complexa, nas continuações desta orquestração. 

Em várias ocasiões, foi relevada a importância do trabalho conjunto entre as várias associações, instituições, entidades que formam o panorama cultural do município de Torres Novas (por exemplo, reuniões no âmbito da Rede Cultura 2027). É na consequência das nossas vontades particulares e coletivas, em conjunto com as necessidades da comunidade, que surge esta proposta alargada e mais abrangente de uma segunda edição do festival “Pó Suspenso”, em que se sugere a participação de outros elementos da nossa comunidade, contribuindo com actividades que nasçam das suas práticas regulares.

A ideia prende-se à colaboração de várias associações do Concelho, com um apoio base do município (financeiro, logístico, material, …), numa união de esforços (actividades, cedência de espaços) para apresentar à população torrejana elementos da sua história patrimonial e artística fundida numa linguagem contemporânea. Acreditamos que este é o caminho para a criação de novos públicos e despertar de interesses para o que é feito hodiernamente. A partir dos lugares comuns, passado comunitário e individual, criar pontos de inteligibilidade para o que é feito nos dias de hoje – que por vezes se apresenta numa linguagem mais abstrusa.

A proposta de execução do projecto será em 3 meses culminando com a apresentação pública no fim de semana coincidente com a feira nacional dos Frutos Secos potenciando a dinâmica do concelho.

  • “Monda Sonora – Pesquisa Sonora do Rio Almonda”;

O projeto MONDA SONORA apresentou-se ao Município de Torres Novas, como um projeto de pesquisa sonora, para a valorização e consciencialização sensorial – som – do território natural do Rio Almonda e de todo o meio envolvente.

Um projecto que quer valorizar o Rio Almonda como património natural de valor incalculável do nosso concelho e teve, historicamente, um papel fundamental no seu desenvolvimento.

Constituído por três grande núcleos de intervenção cultural, que se podem compartimentar em fases de um projeto, da seguinte forma:

  • Pesquisa sonora do território — Arquivo sonoro do Rio Almonda
  • Mostra do território à população local — Instalação sonora Imersiva
  • Capacitação da comunidade para a valorização do Rio Almonda e sustentabilidade do arquivo sonoro — oficina de som

O objetivo e o resultado, acreditamos, são a germinação de novos actores sociais e o despertar de uma consciencialização que à larga escala prospera – uma relação de mútuo respeito com a Natureza. As dinâmicas do indivíduo para com o Rio mudaram, e queremos relembrar os torrejanos de hoje e de amanhã – e todos os visitantes – da permanência deste curso de água. Aqui, do seu intrínseco esplendor e riqueza, através da escuta, virtual e in loco dos lugares magníficos que ele percorre e de todos os seres que nele habitam.

Para uma leitura do dossier integralmente: Monda Sonora.

A proposta de execução do projeto é de 4 meses, dependendo de aprovação pela entidade contratualizante. Tendo sido apresentado ao município, encontra-se neste momento em fase de análise e aprovação para integrar o  “Projecto VOLver”

 5.  Participação em contexto académico através do Plano Nacional das Artes; 

O colectivo durante o ano de 2020 apresentou a sua intenção e interesse em integrar o “Projeto Cultural de Escola” e o “Projeto Artista Residente” – neste caso um coletivo de artistas das mais diversas áreas – através do Plano Nacional das Artes, no Agrupamento Gil Paes e do Agrupamento Artur Gonçalves 

Enquanto artistas residentes, queremos desenvolver um projeto de enriquecimento vivencial, holístico que abarque múltiplas possibilidades de ação. Levando, assim, para a escola, um conjunto de experiências ricas em todas as dimensões humanas.

Um projeto que se quer composto por momentos de usufruição e produção cultural no espaço-escola, com os devidos objetivos psicopedagógicos subjacentes a este tipo de intervenções, trabalhando algumas questões fundamentais para os futuros cidadãos de uma sociedade mais desenvolvida, justa e equitativa: promoção da criatividade, pensamento crítico, comunicação e colaboração.

Pretende-se que estes momentos culturais que tomem forma através de três tipos atividades:

  • Oficinas artísticas; 
  • Encontros de partilha de conhecimento 
  • Apresentações públicas

Para uma leitura do dossier integralmente: PNA – ESAG (Idêntico para ESML).

A proposta de execução do projecto é durante o ano lectivo de 2020/2021 para o “Projecto Cultural de Escola” e dependendo da aprovação pelo PNA para “Artistas Residentes” (a saber em Janeiro de 2021).

6. Formação da comunidade  – “Ciclo de Oficinas Artísticas – Colectivo 249”; 

Assumimos a educação e a formação como parte da nossa missão – Queremos formar e integrar novos públicos e novas práticas artísticas, envolvendo e desenvolvendo os vários níveis dos sistemas locais, numa perspetiva de usufruição e criação conjunta. 

Para concretizar este mesmo objetivo, desejamos levar ao “terreno” um ciclo de oficinas artísticas, facilitadas pelos nossos artistas associados e convidados.

A proposta de execução do projecto é durante o ano de actividade de 2021. Em função da disponibilidade dos artistas associados e convidados, bem como da existência de condições técnicas, financeiras e sociais para a sua concretização.

7. Mostra de artistas associados – “Frutos da Terra”; 

– Somos uma plataforma de apoio à emergência de novos artistas que doutra forma não têm a possibilidade de criar e apresentar os seus trabalhos. Potenciamos e valorizamos os “frutos da terra”; 

Queremos para este ano de atividade de 2021, mostrar os artistas de Torres Novas, de forma regular, potenciando talentos e vontades que doutra forma não têm possibilidade de emergir neste território. A proposta é o Colectivo249 dar condições de mostra articulando com o município de Torres Novas e os parceiros associativos.

Desejamos ainda a concretização da possibilidade de um protocolo entre o Colectivo249 e Museu Municipal Carlos dos Reis com o objetivo de facilitar as condições físicas e técnicas da apresentação dos “Frutos da Terra.

  • Projeto de objetivos integrados:

Teatro/Performance – Colectivo249 

Respondendo diretamente aos objetivos 3, 6 e 7, o colectivo 249 quer durante o ano de 2021 dar o início a um projecto de Teatro e Performance de produção própria, integrando alguns dos membros associados do colectivo 249 e eventuais pessoas interessadas da comunidade. Preenchendo desta forma claramente uma lacuna cultural existente no nosso território, que é o facto de não haver um grupo de teatro orientado para as práticas artísticas contemporâneas, na faixa etária entre os 19 e os 30 anos, na cidade de Torres Novas.    

Queremos dar desta forma o nosso contributo no desenvolvimento cultural do nosso território. Na prática  iremos levar a cabo um ciclo de oficinas artísticas (membros associados), com o objectivo de promover a capacitação e desenvolvimento de competências dos actores e técnicos, com esta vivência queremos desenvolver uma criação original multidisciplinar, que se quer que culmine este processo com uma apresentação pública. Sendo um dos projectos a apresentar na 2ª edição do Festival Pó Suspenso.

  • Cronologia de acção-intervenção – Colectivo249 
ObjectivosA concretizar:
Sustentabilidade e capacitação associativa; 
“Revista – Pasquim”Janeiro de 2021
2ª edição do Festival Pó SuspensoJulho a Outubro de 2021
“Monda Sonora – Pesquisa Sonora do Rio Almonda”Abril a Julho de 2021 (a confirmar)
Colectivo249 e Plano Nacional das Artes Janeiro a Junho  2021
“Ciclo de Oficinas Artísticas – Colectivo 249”Janeiro a Dezembro   2021
“Frutos da Terra”Janeiro a Dezembro   2021
Teatro e Performance – Colectivo249 Fevereiro a Outubro de 2021 

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