“No início não tínhamos casa. Esperávamos que se abrissem algumas portas. Imaginávamos a casa. Olhávamos fachadas. Formas de entrar. Um dia a porta abriu-se. 6. O número da porta é o 6. Entrámos. A tempos diferentes. Olhámos. Ouvimos. Encontrámos, não sabemos o quê. Acho que estremecemos. Tropeçámos. Cuidado com o degrau. Esquecemos. A arquitectura revela-nos e esconde-nos. Somos jovens, artistas, bichos, cantos, pó, gavetas, a madeira que range e os que passam – lá fora. Na casa habitamos as paredes, o chão, o tecto, os canos e as infiltrações. O vazio. Não deixar a casa ruir. Há metamorfose. Das raízes da casa nascerão novas formas de ocupar, colonizar, residir, permanecer. Habitar, habitar, habitar.”

Exposição em colectivo, de inauguração da Galeria Porta 6, onde nos propusemos a, durante 3 meses, habitar e a criar, influenciados espacialmente no processo criativo e conseguinte produto.

Projecto com apoio da Galeria Porta 6 – Torres Novas.

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